Sentindo Azia ou Refluxo? O Café Pode Ser o Culpado
O consumo excessivo de café exige cuidado, especialmente para quem convive com disfunções digestivas. Segundo a gastroenterologista Renata Barth Almeida em matéria publicada pelo
Principais Recomendações:
Limite Diário: O consumo diário de café não deve ultrapassar três xícaras.
Atenção aos Horários: Pessoas predispostas a desconfortos digestivos devem evitar ingerir a bebida durante ou logo após as refeições principais.
Condições Afetadas: O excesso tende a agravar quadros de gastrite, refluxo gastroesofágico e Síndrome do Intestino Irritável (SII).
O tratamento para condições gastrointestinais agravadas ou desencadeadas por irritantes (como gastrite, refluxo e Síndrome do Intestino Irritável) é multidisciplinar.
Ajustes na Alimentação
Redução de Irritantes Gastresofágicos: Reduzir ou evitar temporariamente substâncias que estimulam a acidez ou relaxam o esfíncter esofágico, como cafeína (café, chás pretos, energéticos), refrigerantes, álcool, pimenta e gorduras.
Ajuste na Rotina do Café:
Não consumir café em jejum, optar por métodos coados, limitar a 2 ou 3 xícaras diárias e evitar a bebida logo após as refeições. Dieta Baixa em FODMAPs (para SII): Sob orientação nutricional, reduz-se temporariamente alimentos altamente fermentáveis (como trigo, cebola, alho, feijões e alguns laticínios) para aliviar dor e estufamento.
Hábitos à Mesa: Fracionar as refeições ao longo do dia, mastigar devagar e não se deitar nas 2 a 3 horas seguintes após comer.
Medicamentos (com prescrição médica)
Para Gastrite e Refluxo:
Inibidores de bomba de prótons (como omeprazol) ou bloqueadores de receptores H2 para diminuir a acidez no estômago, além de anticidos para alívio imediato da queimação. Para Síndrome do Intestino Irritável (SII):
Antiespasmódicos para dor e cólicas intestinais, moduladores da motilidade (laxantes suaves para constipação ou antidiarréicos para episódios de diarreia) e uso de probióticos específicos.
Estilo de Vida e Saúde Mental
Manejo do Estresse:
O estresse e a ansiedade afetam diretamente o eixo cérebro-intestino. Práticas de relaxamento, exercícios físicos regulares e acompanhamento psicológico/terapia são recomendados no tratamento.
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